E-mail do Léo #25
Ainda sobre a nota no Uber, sobre falta de traquejo em ambientes festivos e Dolores Claiborne.
Oiê,
Shopping pegando fogo no Rio de Janeiro.
Prefeito querendo biscoito com show em Copacabana.
Trump sequestrando Maduro.
BBB chegando.
É, 2026 começou.
Minha nota no Uber segue igual
Falei aqui sobre o lance das notas no Uber, no ano passado. Desde então, venho tentando aumentar minha nota: botando o cinto no banco traseiro, sendo legal com os motoristas, tomando todo cuidado para bater a porta, e nunca, em hipótese alguma, fazendo-os esperar. Mas minha nota segue a mesma: 4,82.
Há divergências quanto ao patamar dela. Alguns motoristas dizem que é boa, outros admitem que é regular. Ninguém diz que é ruim.
Nesta jornada, aprendi que todo motorista é obrigado pelo aplicativo a te dar uma nota no fim da corrida (diferentemente dos passageiros, que só avaliam os condutores se quiserem).
E que, depois de tantas avaliações, é difícil mesmo alterar a nota. É preciso muuuuuuitas notas (para mais ou para menos) para que aquela média se modifique. E eu não ando tanto de Uber assim.
E estou mais em paz.
Um motorista me contou que às vezes a nota não é tão boa porque o usuário empresta sua conta para outras pessoas. Eu já chamei muito Uber para amigas. E não dá para saber como elas se comportaram, né? Tem uma, especificamente, que nem é amiga mais.
Quer dizer, não se comportou bem comigo, que dirá com o motorista.
Não sei fazer pegação em ambientes festivos
(Foto: Gemini)
Desconfio que, se eu não fosse um adolescente que cresceu junto com a Internet, teria demorado muito mais para beijar na boca. E todo o resto.
Não sei me comportar na dinâmica de festas e casas noturnas. Tenho a cara amarrada. Em estado de relaxamento, meu rosto diz: “não se aproxime”. E também não sou a pessoa que vou me aproximar. Simplesmente não tenho essa desenvoltura. Travo. Não sou atraente* nem desenrolado neste cenário.
Uma vez um cara falou: “Mas se você não gosta de boate, como você faz para beijar na boca?”. E eu respondi: “Ué, aplicativos”.
Era um cara que conheci em app, aliás.
É claro que às vezes acontecem situações inesperadas offline, mas em geral é isso mesmo. Eu me movimento bem no online. É claro que isso é um problema, mas Deus foi legal e me fez um adulto do século XXI.
*Nem bonito de se admirar nem feio de se espantar, diria minha avó. Mas estou ficando calvo.
Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, mas…
Eu dou: nos primeiros dias do ano, li o livro “Dolores Claiborne”, de Stephen King. Não é uma novidade (a primeira edição data dos anos 1990), mas quero recomendar. É a obra que inspirou o filme “Eclipse Total” (1995).
(Foto: Divulgação)
O livro inteiro é a transcrição do depoimento da personagem-título para a polícia. Ela é uma empregada doméstica, acusada de matar a patroa rica, que deixou toda a fortuna para ela. Mas, em vez de ter assassinado a velha, ela confessa uma história guardada a sete chaves sobre seu marido, morto 30 anos antes. Olha, muito bom. Fiquei preso e só consegui parar quando cheguei na última página. Está R$ 69 na Amazon e R$ 40 na edição digital para Kindle. Divirta-se.
Depois você me conta.
Feliz 2026!
A jornada está só começando.
São 365 novos dias para ser feliz e todo aquele blablablá.
Beijo,
Léo





já amei a indicação do livro. parece ser muito boa. vc já leu "Suicidas", do Raphael Montes? fiquei bem surpresos com ele